Constituído em 2019, o núcleo de joalharia contemporânea traduz a crescente presença de peças de joalharia de autor no acervo do MUDE, em resultado do reconhecimento deste campo disciplinar e da sua especificidade, entre as várias expressões de design. Do ponto de vista museológico, este núcleo constitui o início da primeira coleção pública de joalharia contemporânea em Portugal e insere-se numa estratégia de preservação, estudo e promoção da cultura de design.
O conjunto integra atualmente obras referenciais de autores de diferentes gerações e percursos, que têm vindo a questionar o valor tradicional da joia e do objeto de adorno, privilegiando a expressão plástica da subjetividade através de trabalhos que valorizam a conceitualidade, a linguagem poética, o valor comunicacional, o impacto visual de cada peça e o seu papel como gesto de intervenção. Uma leitura integrada das peças contribui, assim, para a reflexão sobre a identidade e a natureza da joalharia na atualidade.
A prioridade tem sido dada à representação de autores nacionais ou que têm desenvolvido o seu trabalho em Portugal, de modo a contribuir para a historiografia da joalharia contemporânea no país, o reconhecimento dos seus profissionais, o desenvolvimento de novas investigações e a criação de novos públicos. Contudo, o núcleo não se esgota neste território, contando já com propostas de alguns designers internacionais, tais como Ruudt Peters, reconhecido autor de joalharia desde os anos de 1970, Ela Bauer, Renata Meirelles ou Rodrigo Acosta Arias.
Mais informação no livro ACERVO MUDE – Várias Expressões do Design