Constituída durante as décadas de 1980 e 1990 pelo colecionador de arte Francisco Capelo, esta Coleção reúne peças de produto e de moda desde 1937, ano em que é realizada, em Paris, a Exposição Internacional de Artes e Técnicas Aplicadas à Vida Moderna, até ao ano 2000.
Na Coleção Francisco Capelo, o mobiliário, a luminária e os objetos decorativos/utilitários (quer sejam protótipos, peças únicas e edições limitadas ou produções em série) permitem refletir sobre as alterações ocorridas na habitabilidade e na vivência social durante o período histórico considerado. Simultaneamente, o vestuário e os acessórios (alta-costura ou pronto a vestir) possibilitam acompanhar as mudanças na silhueta e os diferentes entendimentos do corpo feminino, durante o mesmo intervalo de tempo.
A Coleção é particularmente representativa das décadas de 1950/1960 e de 1980/1990, integrando obras icónicas destas épocas, em especial de design de autor. Para além dos trabalhos de designers de diferentes gerações, origens e formações, a Coleção reúne conjuntos que permitem compreender o pensamento e a obra de alguns nomes e coletivos importantes do design do século passado, tais como Charles & Ray Eames, Joe Colombo, Achille Castiglioni ou Grupo Memphis e Yohji Yamamoto, Christian Lacroix, Jean Paul Gaultier, Vivienne Westwood ou o Grupo Seis de Antuérpia.
A Coleção começa por mostrar a persistência da tradição francesa das Artes Decorativas que responde ao gosto luxuoso de uma elite cultural com grande poder económico que continua a encomendar peças únicas, em materiais raros, preciosos e sofisticados, durante a Segunda Guerra Mundial e ao longo dos anos de 1950. O ecletismo da Art Déco é a nota dominante no design e nos interiores, convivendo um decorativismo requintado, com influência de várias correntes artísticas, um historicismo classicista e uma tendência mais geométrica e estilizada.
Mais informação no livro ACERVO MUDE – Várias Expressões do Design