Bárbara Coutinho
Anabela Becho
Luís Saraiva
Paula Guimarães
Piso -1
Tendo como referência o conceito ‘Salto do Tigre’ do filósofo alemão Walter Benjamin, a exposição incidiu no historicismo de Vivienne Westwood (1941-2022), designer inglesa que mergulhou continuamente no passado para afirmar a sua identidade e criar alguns dos visuais mais originais da moda contemporânea.
O diálogo entre as cerca de 50 peças (vestuário, acessórios, ilustração, fotografia, livros) contemporâneas e históricas, propôs um arco temporal que foi do século XVIII a inícios do século XXI. Na exposição foi possível conhecer alguns dos aspetos mais característicos do pensamento e obra de Westwood: a forma subversiva como utilizava os elementos emblemáticos da cultura britânica (como o tartan e os tweeds); a reinterpretação da alfaiataria tradicional; e o seu gosto pela história, até mesmo durante os anos do Punk, quando em conjunto com Malcolm McLaren criou uma moda de rua irreverente e crua.
A exposição também abordou a forma como Westwood interpretou e reinventou elementos tradicionais do traje, como a crinolina, o bustle (ou tournure) e o corpete, propondo silhuetas esculturais e afirmativas, com exímia técnica na construção do vestuário.
As peças expostas eram da Coleção Francisco Capelo, pertencente ao acervo do MUDE, e de coleções institucionais e privadas.