Bárbara Coutinho
Teresa Pavão, Bárbara Coutinho
Teresa Pavão, Bárbara Coutinho
Paula Guimarães
Piso -1
Na icónica Sala dos Cofres, a exposição “3553” (número que supera em uma unidade o total de cofres ali existentes) partiu da ficção de vários colecionadores com personalidades, temperamentos, gostos e interesses distintos. Assim, abriram-se 120 cofres para apresentar conjuntos de peças com afinidades formais e materiais, permitindo o reconhecimento de famílias de naturezas diferentes.
Todos os objetos foram moldados em barro branco, com vestígios incorporados de faianças e porcelanas chinesas, pedaços de concha, marfim, colheres, vidros, espelhos ou botões, debatendo os conceitos de memória, património e colecionismo. Esta fusão de fragmentos antigos transformou pedaços esquecidos do passado em peças únicas de design de autor.
Em comum, as taças, recipientes, caixas, pratos e almofadas pareciam destinar-se a uma utilidade prática, comum e diária. Contudo, habitavam simultaneamente um território próximo da arte ou da expressão poética, dada a sua fragilidade e delicadeza.