Palácio Pombal, Rua do Século 85
CML/MUDE, com o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, I. P e o Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa
Bárbara Coutinho
Catarina Pombo Nabais, Carlos Branco
Luís Saraiva
Paula Guimarães
A exposição O mais profundo é a pele analisou a coleção de pele humana tatuada (1910-1940) do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses sob as perspetivas científica, filosófica e artística. O percurso exibiu 61 frascos com fragmentos de corpos autopsiados e uma rica documentação sociocultural e iconográfica que contextualizou os motivos, o traço e as técnicas destas inscrições na Lisboa do início do século XX, onde esta prática se cruzava com o fado, a marinhagem e a marginalidade.
A mostra explorou o valor ritualista e simbólico da tatuagem realizada em Portugal, distinguindo as suas expressões no feminino e no masculino. O núcleo final integrou uma incursão pela atualidade, onde os tatuadores Francisco Charrua, Hugo Makarov, Ana Silvestre, Cristiano Fernandez e Tânia Catclaw reinterpretaram os motivos do espólio histórico, evidenciando a assinatura autoral. Peças de Jean-Paul Gaultier e de joalharia medicamente prescrita de Olga Noronha completaram esta reflexão sobre uma arte que continua a influenciar diversos territórios criativos contemporâneos.