Datas 30 março 2017 - 25 junho 2017
local

Palácio Pombal, Rua do Século 85

Organização

CML/MUDE, com o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, I. P e o Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa

Programação e coordenação geral

Bárbara Coutinho

Curadoria

Catarina Pombo Nabais, Carlos Branco

Design Expositivo

Luís Saraiva

Design Gráfico

Paula Guimarães

A exposição O mais profundo é a pele analisou a coleção de pele humana tatuada (1910-1940) do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses sob as perspetivas científica, filosófica e artística. O percurso exibiu 61 frascos com fragmentos de corpos autopsiados e uma rica documentação sociocultural e iconográfica que contextualizou os motivos, o traço e as técnicas destas inscrições na Lisboa do início do século XX, onde esta prática se cruzava com o fado, a marinhagem e a marginalidade.

A mostra explorou o valor ritualista e simbólico da tatuagem realizada em Portugal, distinguindo as suas expressões no feminino e no masculino. O núcleo final integrou uma incursão pela atualidade, onde os tatuadores Francisco Charrua, Hugo Makarov, Ana Silvestre, Cristiano Fernandez e Tânia Catclaw reinterpretaram os motivos do espólio histórico, evidenciando a assinatura autoral. Peças de Jean-Paul Gaultier e de joalharia medicamente prescrita de Olga Noronha completaram esta reflexão sobre uma arte que continua a influenciar diversos territórios criativos contemporâneos.

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