Datas 1 dezembro 2011 - 31 dezembro 2011
Local

Largo de Camões, Marquês de Pombal, Praça de Londres, Praça do Chile, Praça da Figueira, Praça do Rossio, Rua Augusta

Organização

Câmara Municipal de Lisboa

Conceção e Coordenação Geral

Bárbara Coutinho

Autores das instalações

Adoc; Dasein – Catarina Pestana; José Adrião; Like Architects – Diogo Aguiar e Teresa Otto; Pedro Campos Costa; Pedro Sottomayor; Pedro Sousa – TMA

Em 2011, num cenário de grave crise e contenção económica, a Câmara Municipal de Lisboa implementou o projeto “Marcos de Natal”, tendo solicitado ao MUDE a organização e curadoria da iniciativa. O processo desenvolveu-se através de um concurso mediante a apresentação de propostas, no qual foram apresentadas 16 candidaturas por artistas, designers e arquitetos, exigindo-se que cada proponente trouxesse uma marca ou empresa para apoiar a instalação efémera. Baseado nos pilares da sustentabilidade económica e ambiental, a iniciativa substituiu as iluminações tradicionais por sete intervenções originais em pontos centrais, procurando apoiar o comércio e promover novos talentos. Uma comissão constituída por elementos da CML e do MUDE selecionou as propostas vencedoras com base na criatividade, no diálogo urbano e no impacto visual.

No Largo de Camões, Pedro Campos Costa promoveu uma dinâmica performativa focada na cidadania ativa, estimulando a partilha e o encontro. Na Praça do Marquês de Pombal, Pedro Sousa (TMA) reinterpretou a sinalética de trânsito com humor e poesia visual, alternando entre o vermelho diurno e o prateado noturno refletido pelos faróis. No Rossio, os Like Architects assinaram a instalação “Frozen trees”, criando uma estética depurada através de módulos quotidianos pré-fabricados que remetiam para a neve. A Praça do Chile acolheu uma escultura adaptável e alegre de chapéus-de-chuva, idealizada pela Dasein, que contornou o inverno com cor e materiais reutilizados. Na Rua Augusta, a equipa Adoc surpreendeu com uma abordagem conceptual baseada na desfragmentação de uma árvore de Natal. Já na Praça da Figueira, Pedro Sottomayor recorreu a tecnologias e materiais inteiramente nacionais para conceber uma constelação urbana que gerou novos espaços públicos de estar e convívio. José Adrião transformou o jardim da Praça de Londres com a instalação de uma árvore invertida, cujas raízes iluminadas a vermelho se fundiram com a vegetação local.

O projeto demonstrou de forma qualificada a força do design e da criatividade na humanização do espaço público, interpelando os cidadãos.

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