Madrid – Matadero | 24 Fevereiro 2016 > 27 Março 2016
Ancienne Usine Electrique de La Chaux-de-Fonds, Suiça | 16 Setembro 2017 > 29 Outubro 2017
Bárbara Coutinho
Bárbara Coutinho
Mariano Piçarra (conceito), Raquel Santos (adequação aos espaços)
Luís Moreira
Apresentada inicialmente em Pequim (2014) e em Lisboa/Paredes (2015) com o título Como se pronuncia design em português?, esta mostra quis interrogar a influência da herança histórica e cultural na produção nacional. Ao longo da sua itinerância, esse questionamento inicial amadureceu, recuou no tempo e transformou-se formalmente na exposição Design Português. Formas de uma Identidade. Esta evolução marcou a transição de uma pergunta para uma afirmação curatorial consolidada, que viajou até Madrid (2016) no âmbito da feira ARCO, seguindo, em 2017, para La Chaux-de-Fonds, na Suíça, integrada no programa transdisciplinar “Olá Portugal”, reunindo cerca de 80 peças de 44 autores de diferentes gerações que têm trabalhado entre 1950 e 2016.
Enquadrado na multiculturalidade que caracteriza a história do país, o percurso valorizou os setores produtivos tradicionais e estruturou-se em três eixos intercomunicantes. O primeiro, O Predomínio da Forma sobre o Ornamento, assumiu uma abordagem racionalista e essencial, ilustrada, por exemplo, pela Estante XI de Gonçalo Campos. O segundo, Inteligência Prática e Sensibilidade pela Matéria, focou-se no papel das técnicas e das matérias-primas, destacando, nomeadamente, a Mesa de Apoio de José Espinho. Por fim, Entre o Popular e o Erudito. Variações sobre o Tema da Tradição reinterpretou costumes e rituais através de peças como o banco Itálico de Henrique Ralheta.