Bárbara Coutinho
Cristina Filipe
Mariano Piçarra, (com colaboração de Sofia Henriques)
Nuno Vale Cardoso
Piso -1
A exposição reuniu 171 peças, maioritariamente joias e pequenos objetos, desenhadas entre 1960 e 2010. Com uma organização cronológica, incidiu-se nos anos sessenta e setenta, desvendando as razões que levaram Kukas a protagonizar, em Portugal, um corte epistemológico com a conceção tradicional da joalharia.
A presença de diferentes tipologias, de brincos e colares a caixas ou jarras, traduziu a amplitude do seu trabalho. A mostra propôs diálogos entre peças de diferentes épocas, sublinhando afinidades e evidenciando as diversas linguagens adotadas por Kukas. Exibiu-se também um conjunto de retratos fotográficos de Francisco Aragão de pessoas que acompanharam o trajeto da autora, captados a usar as suas criações O visitante pôde conhecer o modo como a autora extraiu de cada matéria uma expressividade singular, que assumiu um pendor arqueológico, uma linguagem orgânica ou uma formatividade mais geométrica.
Para esta mostra, contou-se com a colaboração de setenta colecionadores, para além da própria autora, que cederam gentilmente as peças que integraram a exposição.