Bárbara Coutinho
João Felino
Piso 1
Antiga Sala do Conselho Fiscal do Banco
A instalação de João Felino centrou-se num objeto-símbolo inscrito no imaginário coletivo: a bandeira. Ao reinterpretar este elemento de representação nacional, o artista propôs uma reflexão sobre a comunicação visual, a transmissão da mensagem e o seu desgaste no quotidiano. Embora preservasse rigorosamente as dimensões e o desenho geométrico original de cada peça, o simples gesto de retirar a cor alterou por completo a natureza de cada bandeira, desafiando a perceção sobre ela.
A seleção de 12 bandeiras instigou o público a repensar os eixos de poder e o posicionamento de cada nação no mapa geopolítico. Este processo de descoloração destacou a estrutura oculta e as regras de composição que o design de todas as bandeiras é obrigado a respeitar. Desta forma, a instalação evocou uma universalidade formal e concetual, sugerindo uma base comum que une todos os povos, independentemente das suas fraturas históricas, geográficas ou culturais — premissas que justificaram o seu acolhimento pelo MUDE.